Angra dos Reis

Angra dos Reis foi habitada por índios e escravos, que viviam da caça, da pesca e de uma pequena lavoura, descoberta em 6 de janeiro de 1502, mas colonizada pelos brancos apenas a partir de 1556, onde se fixaram no local conhecido como Vila Velha, em frente a ilha da Gipóia. Foram os filhos do capitão-mor da Capitania de São Vicente que fizeram o local prosperar e, em 1608 foi nomeada de Vila dos Reis Magos da Ilha Grande.

Alguns anos mais tarde Angra foi roteiro obrigatório para os exportadores de ouro que vinham de Minas Gerais e para escoar a produção do café do Vale do Paraíba, além de ter uma importante atividade canavieira. No final do século XIX, com o declínio da produção do café e o fim do tráfico de escravos, a cidade deixou de fazer parte do circuito para Minas e Vale do Paraíba. Houve, então, uma retomada no crescimento econômico com a cultura da banana, a reativação do porto e a construção da ferrovia que ligava Angra à estrada ferroviária principal.

Atualmente as atividades econômicas giram em torno da pesca e atividades portuárias (terminal petrolífero), da geração de energia nas usinas Angra I e Angra II, da indústria, do comércio e serviços, da indústria naval e também do turismo, em suas praias, ilhas e locais de mergulho submarino, principalmente na Ilha Grande.

O município conta com um porto importante, o Porto de Angra dos Reis. No século XIX este chegou a ser o segundo maior porto do país, responsável pelo escoamento de grande parte da produção de café do Vale do Paraíba.

As usinas atômicas Angra I, Angra II e Angra III, agora em processo de construção - se configuraram como promessa de crescimento econômico. A construção de um estaleiro, na década de 50 e a instalação de um terminal de desembarque pela Petrobrás, impulsionaram o progresso local.

O Terminal Aquaviário da Transpetro da Baía da Ilha Grande, o TEBIG, também atua na região e movimenta grandes quantidades de petróleo e posiciona o porto de Angra como um dos mais movimentados do país. Ele abrange o litoral da Baía da Ilha Grande, o sul dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, o norte de São Paulo e o estado de Goiás.

Embora mais lembrada por suas ilhas e pela beleza natural, Angra dos Reis possui um rico acervo patrimonial, com inúmeros prédios tombados pelo IPHAN. Seu conjunto arquitetônico é composto por grandes sobrados coloniais e edifícios religiosos como a Igreja de Santa Luzia e a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, assim como as ruínas do Convento de São Bernardino de Sena e o Convento do Carmo de Angra dos Reis. Na Igreja de Nossa Senhora da Lapa, de 1752, funciona um museu de arte sacra com rico acervo.

Além disso, sem dúvida o principal evento do calendário cultural da cidade, a FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra dos Reis - alavanca o turismo local, principalmente por ser um produto que promove o destino Angra dos Reis. A festa conta com peças internacionais, cursos, debates, teatro nas escolas e a Festa Nacional de Animadores de Bonecos.

Baía da Ilha Grande

Nossa Baía - Mangaratiba

Localizada ao sul do Estado, no limite com o Estado de São Paulo, a Região da Baía da Ilha Grande possui 365 ilhas e 2 mil praias e um território situado entre o mar e a montanha que lhe confere um potencial natural de rara beleza, valorizado ainda mais pela presença de um marcante patrimônio histórico-cultural. Além deste grande potencial paisagístico, a Região da Baia da Ilha Grande destaca-se, no contexto estadual, pela presença da indústria de construção naval e das usinas de energia nuclear, em contraponto com a atividade agrícola, praticada em moldes tradicionais, principalmente a cultura da banana, assim como as colônias de pescadores espalhadas ao longo do litoral.

A Baía da Ilha Grande é composta por centenas de ilhas e forma um local protegido do mar aberto e dos ventos, o que proporciona às embarcações um refúgio abrigado. Esta singularidade geográfica da região vem sendo utilizada de diferentes maneiras conforme as necessidades dos diferentes ciclos econômicos da história do país.
Toda a extensão da Serra do Mar é recoberta pela Mata Atlântica, formação florística recente com cerca de 150 mil anos, que hoje no Brasil possui apenas 8% do seu tamanho original. Em Angra dos Reis, a Mata Atlântica, recobre cerca de 90% do território municipal.

Ilha Grande

Nossa Baía - Mangaratiba

Um dos balneários mais famosos do país, a Ilha Grande é considerada a 2ª Maravilha do Estado do Rio de Janeiro, se constitui como uma Reserva da Biosfera, abriga o Parque Estadual da Ilha Grande - composto também pela Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul e pelo Parque Estadual Marinho do Aventureiro. Além disso, faz parte da APA de Tamoios, é uma Zona de Preservação Permanente de Angra dos Reis e possui historicamente a prática da pesca, da maricultura e a cultura caiçara.

A Ilha Grande é a maior das ilhas do litoral de Angra dos Reis, com uma área de 193 km², recoberta por exuberante vegetação de floresta tropical, ostentando uma rica flora e fauna nativa. A ilha está legalmente preservada por lei de proteção ambiental incluindo 106 praias, cachoeiras e montanhas, com relevo acidentado e montanhoso, cujas maiores elevações são o Pico da Pedra D'Água (1.031 m) e o Pico do Papagaio (982 m), este último o mais famoso pela sua forma pitoresca. As costas da ilha são recortadas por inúmeras penínsulas e enseadas (sacos), formando várias praias. A vegetação é exuberante, formada por mata atlântica, mangue e restinga. Sua diversidade biológica a coloca em destaque no território nacional, com algumas espécies somente encontradas ali.

Como toda sua região, a Ilha Grande era primitivamente habitada por índios tamoios e tupinambás. Deles recebera o nome de Ipaum (Ilha) Guaçu (Grande). Também foram os nativos que abriram as trilhas utilizadas até hoje. A partir da Vila do Abraão, principal núcleo urbano da Ilha, os caminhos abertos da mata levam a praias e enseadas pouco exploradas. O interior da Ilha Grande está totalmente tomado por floresta tropical, densa e exuberante, sendo ocupado em grande parte pelo Parque Estadual da Ilha Grande e pela Reserva Biológica da Praia do Sul. Na face de mar aberto, as águas são bravas, diferente do lado norte e da própria cidade, cujas praias são protegidas e por isso, tranqüilas.
O tráfego de automóveis e a prática de camping selvagem são proibidos. A Ilha Grande está cercada por uma centena de maravilhosas praias e o seu folclore inclui histórias de tesouros enterrados por piratas, histórias essas reforçadas pela descoberta de um grande número de navios naufragados na baía que a cerca. Nela, a natureza é um permanente convite à prática de esportes náuticos e aquáticos, bem como para longas caminhadas através de sua densa mata. O principal núcleo urbano da Ilha, a Vila do Abraão, é dotado de infra-estrutura para atender as necessidades dos visitantes em termos de hospedagem e alimentação, bem como para o aluguel de barcos e equipamentos de pesca e de mergulho.

Ilha Grande teve um importante papel histórico, de destaque internacional, registrando episódios de pirataria, tráfico de escravos e contrabando de mercadorias, ocorridos entre os séculos XVI e XIX. Piratas e aventureiros de várias nacionalidades navegavam pela costa brasileira e assaltavam as naus espanholas carregadas de riquezas. Diversos pontos da costa brasileira serviam de refúgio, abrigo e porto de abastecimento.

Na sede da antiga Fazenda Dois Rios, outrora um grande centro cafeicultor, decaído em fins do século XIX, foi instalada nos anos cinqüenta uma sede da Colônia Agrícola do Distrito Federal. Foi depois transformada em 1961 numa Colônia Penal pertencente ao Estado da Guanabara. Durante o Regime Militar (1964/1985) foram transferidos para lá muitos presos políticos, mesclados aos criminosos comuns. Desta Colônia Penal, em 1986, ocorreu a mais fantástica fuga de um meliante no Brasil, quando um comando fortemente armado e provido de moderno helicóptero conseguiu evadir por este meio o famoso traficante carioca José Carlos dos Reis Encina, o "Escadinha", recapturado depois de muito trabalho.

Dentre outras personalidades, nela estiveram o escritor Graciliano Ramos (1936), preso pela polícia de Getúlio Vargas, sob acusação de comunismo. Neste prédio também esteve preso por décadas, depois se radicando em definitivo na ilha e lá sendo enterrado, o famoso travesti e transformista da Lapa "Madame Satã", o negro e homossexual João Francisco dos Santos, nascido em 1900, e que foi muito cultuado no fim da vida, virando tema de filmes e ícone da contracultura até sua morte, de causas naturais, em 1976. Em 1960, o então Governador Carlos Lacerda ordenou a quase total demolição do monumental edifício. Hoje dele só restam algumas esparsas ruínas.

Mangaratiba

Nossa Baía - Mangaratiba

A ocupação das terras hoje compreendida pelo Município de Mangaratiba teve origem ainda no século XVI, por ocasião das desapropriações das Capitanias Hereditárias.
Com o desenvolvimento da economia cafeeira, Mangaratiba ganhou um crescente movimento cumprindo seu papel de porto escoador da produção de café. Outra atividade importante, que proporcionou o enriquecimento da região, foi o tráfico de escravos.

O fim do período de expansão aconteceu em 1870 pela conclusão da Estrada de Ferro D. Pedro II, ligando Rio de Janeiro e São Paulo, que possibilitou o escoamento da produção de café diretamento para o Rio de Janeiro e pela proibição do tráfico de escravos com a abolição da escravatura.

Em 1914, o ramal da Estrada Ferro Central do Brasil, integrou o Município no sistema ferroviário do Rio de Janeiro, ocorrendo um ligeiro progresso econômico propiciado pela exportação de bananas e pela construção de residências de veraneio ao longo da linha férrea.

A construção da rodovia Rio - Santos, parte da BR - 101, nos anos setenta, trouxe uma grande valorização do solo urbano, bem como o incremento da construção de residências de fins de semana e férias. A nova estrada trouxe, ainda diversas atividades ligadas ao turismo um processo de ocupação de áreas até então inacessíveis e desertas.
Atualmente Mangaratiba é o portão de entrada da região da Costa Verde.

A construção da Rodovia que ligaria a cidade do Rio de Janeiro com a cidade de Santos no Estado de São Paulo, cruzando a cidade de Mangaratiba e a implantação de grandes empreendimentos como o Hotel Portobello, o Club Mediterrané e o Porto Real Resort, ajudaram a consolidar o turismo como principal fonte de renda de Mangaratiba.

Não podemos esquecer os já tradicionais passeios de escuna pelas ilhas da região a partir de Itacuruçá, onde podemos desfrutar de momentos agradáveis em contato com a natureza.

Paraty

Nossa Baía - Mangaratiba

Bela cidade colonial, considerada Patrimônio Histórico Nacional, preserva até hoje os seus inúmeros encantos naturais e arquitetônicos. A cidade de Paraty foi fundada em 1667 em torno à Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, sua padroeira. Teve grande importância econômica devido aos engenhos de cana-de-açúcar (chegou a ter mais de 250), sendo considerada sinônimo de "boa aguardente".

No século XVIII, destacou-se como importante porto por onde se escoava das Minas Gerais, o ouro e as pedras preciosas que embarcavam para Portugal. Porém, constantes investidas de piratas que se refugiavam em praias como Trindade, fizeram com que a rota do ouro fosse mudada, levando a cidade a um grande isolamento econômico.Após a abertura da Estrada Paraty-Cunha,e principalmente, após a construção da Rodovia Rio-Santos na década de '70, Paraty torna-se pólo de turismo nacional e internacional, devido ao seu bom estado de conservação e graças às suas belezas naturais.

Em sua área encontram-se o Parque Nacional da Serra da Bocaina, a Área de Proteção Ambiental do Cairuçú, onde está a Vila da Trindade, a Reserva da Joatinga, e ainda, faz limite com o Parque Estadual da Serra do Mar. Ou seja, é Mata Atlântica por todo lado.

Junto ao oceano, entre dois rios, Paraty está a uma altitude média de apenas 5 metros. A cidade já foi sede do mais importante porto exportador de ouro do Brasil, durante o período colonial.

Um dos mais importantes eventos culturais do município e do Brasil é a FLIP - Festa Internacional Literária de Paraty. Sua programação não se restringe apenas às palestras. Acontecem também a Flipinha, a FlipZona, a programação da Casa da Cultura, a Off FLIP, shows, apresentações de teatro, lançamento de livros, entre outras atividades.

Rio Claro

Nossa Baía - Mangaratiba

Rio Claro é uma linda e bucólica cidade, que além do antigo casario, também possui inúmeros atrativos naturais, como a Pedra do Bispo e a Pedra do Rastro e a Gruta, no centro da cidade, que despertam várias lendas no imaginário popular.

No município ainda se encontram as ruínas do Parque Arqueológico e Ambiental São João Marcos.

O Parque possui uma área total de 930mil m2 incluindo mata e espelho d'água. O circuito de visitação conta com 33 mil m2, área por onde o visitante poderá caminhar e desfrutar da exuberante natureza, incluindo um mirante para observação de pássaros e uma agradável caminhada à margem da represa de Ribeirão das Lages.

Também é possível visitar o circuito arqueológico, onde as ruínas consolidadas de São João Marcos permitem um vislumbre da vida na antiga cidade.

Rua Visconde de Pirajá, 547 - Salas 624/ 625 - Ipanema
Rio de Janeiro - RJ